sexta-feira, 2 de novembro de 2012

LOJAS PLUS SIZE ANA REBELO


Ana Rebello
Tel: (21) 2287-9404 / (21) 2267-3595
Rua Visconde de Pirajá, 330 loja 115  Ipanema -Rio de Janeiro - R.J.



COLEÇÃO 2013 PRIMAVERA /VERÃO

























cores em um visual sempre bonito, confortável e atual.
















































































































































quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PRECONCEITO DO SR.CQC



Marcelo Tas e a mocinha do tempo

 "Quer dizer, Sr. Tas, que para os jovens entenderem melhor as notícias é preciso antes que atentem para o físico de quem apresenta a notícia? É educativo disseminar o preconceito?".

Tas poderia estar usando toda a sua força para construir uma sociedade mais justa.
Tas poderia estar usando toda a sua força para construir uma sociedade mais justa. 

mocinha do tempo da CNN é tão gordinha que parece que fez um estoque preventivo de calorias para a chegada do furacão". Este foi um tweet do "Jornalista, comunicador e extraterrestre", como ele mesmo se denomina no Twitter, Marcelo Tas, na última segunda-feira. Provavelmente, ele deve ser o extraterrestre mais preconceituoso que existe. Mas estamos falando também de alguém que dita tendências, forma opiniões e que tem mais de 3,5 milhões de seguidores na rede social, o que torna suas palavras poderosíssimas diante da opinião pública.
Sou seguidora dele e continuo sendo. Assim que li o famigerado tweet questionei se o que mais o incomodava era o fato da mocinha estar gorda ou ser uma gordinha a moça do tempo da CNN. Óbvio, não obtive resposta. Afinal, sou só uma mulher acima do peso que possui um número de seguidores muito menor que o dele, e seria desnecessário perder tempo com um grão de areia como eu.
Posso contar nos dedos das mãos as vezes em que assisti ao programa CQC, comandado por ele, e não posso negar que gostei de muitas coisas, achei o humor inteligente, às vezes um pouco pesado, mas melhor do que muita coisa que é oferecida em nossa grade de programação. Assim, sem conhecer muito sobre o senhor Tas, acessei o seu site e lá está escrito: “Blog do Tas: para entender melhor as notícias. Educativo, Interativo e Divertido”.
Imagino que o Sr. Tas tenha milhares de leitores jovens, cujo caráter ainda está em formação. Quer dizer, Sr. Tas, que para os jovens entenderem melhor as notícias é preciso antes que atentem para o físico de quem apresenta a notícia? É educativo disseminar o preconceito? Interatividade para o senhor é criticar as pessoas de forma pejorativa, e assim receber inúmeros re-tweets de jovens que, nesta fase (todos sabemos), criticam tudo e todos, e provavelmente veem no senhor um ídolo? Diversão, então, é criticar as pessoas que não aceitamos em nosso mundo?
Pelo que li a respeito, o senhor tem contribuído muito em diversos segmentos. Faz palestras, tem textos bacanas, atua em diversos mercados, tem uma visão interessante e inteligente sobre diversos assuntos. E só por isso que não pude deixar de ficar indignada com seu tweet. Olhando nós dois e fazendo um comparativo, seríamos como Davi e Golias. O senhor, com todo o seu poder na mídia e eu, colunista de um grande portal, com alguns amigos no Facebook, alguns seguidores na Fan Page, e parcos seguidores no Twitter, mas que zelo um por um, porque sei que qualquer coisa que eu fale irá influenciar na vida deles de alguma maneira.
Sou apenas uma publicitária do interior das Minas Gerais que ama escrever, e que por isso escreve com o coração. Nesta história, Davi não teria interesse em matar o gigante Golias. Seria mais sábio fazê-lo entender que poderia estar usando toda a sua força para ensinar a milhares de jovens que uma sociedade mais justa e uma vida feliz deve ser pautada pelo respeito às diferenças e às diversidades, não importa quais sejam. E, se me permite, quero relembrar ao senhor que, embora muitas mulheres adorem, aquela história de que é dos carecas que ela gostam mais não é tão verdade assim.

domingo, 28 de outubro de 2012

Viva a diferença : "Me recuso a ser tachada de ‘diferente’ porque meu corpo é roliço demais segundo a estética predominante".


Não, eu não aceito que me incluam no grupo dos chamados diferentes por causa das formas do meu corpo
Não, eu não aceito que me incluam no grupo dos chamados diferentes por causa das formas do meu corpo”? Como assim, “viva os diferentes”? De que ‘diferentes’ eles falam? Agora, temos uma nova raça humana habitando entre nós e estão querendo nos avisar disso? Santa hipocrisia vomitada pelos ‘diferentes’!































Sou diferente porque meu código genético é só meu, mas sou ser humano como todos e por isso me recuso a ser tachada de ‘diferente’ porque meu corpo é roliço demais segundo a estética predominante. Só aceito ser chamada de diferente diante dos meus sonhos, desejos, necessidades e vontades próprios. Porque tenho uma percepção do mundo que é só minha, que foi sendo criada e alimentada desde o ventre de minha mãe.
Sou diferente porque os meus sentimentos foram trabalhados dentro de mim de acordo com minhas vivências. Portanto, sou diferente porque eles são exclusivamente meus e só eu sei como eles podem comandar minhas ações e minha postura diante das reações. Não, eu não aceito que me incluam no grupo dos chamados diferentes por causa das formas do meu corpo. Sou ser humano como os outros sete bilhões existentes nesse mundo cheio de individualidades, mas que alguns parecem insistir em querer deixar igual.
Hitler queria um mundo onde a raça ariana predominasse e para isso perseguiu e cometeu atrocidades contra grupos indesejados que ele achava pertencer a uma classe inferior, causando o que se tornou conhecido como Holocausto. E hoje, o que a mídia, a indústria consumista e os formadores de opinião vêm fazendo? Excluindo pessoas pelo seu tipo físico, colocando-as à margem, fazendo milhares desistirem de suas vidas, vivendo presas dentro de jaulas cujas grades são reforçadas pelo preconceito, pela discriminação, pela transformação da individualidade em algo dispensável. Corpo, alma, coração, caráter e valores agora precisam ser loiros, olhos azuis, cabelos sedosos e corpo esguio. Diferente dos pijamas listrados do Holocausto, as pessoas agora precisam usar roupas ‘azul bic’, a cor da estação.
Dramático demais? Sim, pode soar bastante exagerada a comparação. Nunca vou deixar de marejar os olhos ao ler qualquer coisa sobre aqueles dias de dor e sofrimento a que os judeus e tantos outros tiveram que suportar por imposição de um homem que nem sei se podemos chamá-lo de humano. Aliás, ele sim deve fazer parte do grupo dos ‘diferentes’. Mas eu também não vou deixar de me compadecer com os milhares de depoimentos que recebo de mulheres relatando humilhações sofridas em todos os âmbitos da vida, da vontade que possuem de poderem realizar coisas profissionais, mas que não têm coragem porque se sentem ridículas diante de uma sociedade que diz que, se ela está gorda, é incapaz.
Diferentes para mim são todos esses que se deixam ficar iguais. Que aceitam sem questionar, que têm medo das próprias vontades. Para mim, diferente é quem desiste de si mesmo, abrindo mão da individualidade que nos faz sermos únicos e especiais mesmo estando em meio a bilhões de iguais.